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por João Lusevikueno
O estrangeirismo no basquetebol nacional
Será que o basquetebol angolano hoje em dia é um daqueles grandes e lucrativos negócio?
Será que o basquetebol angolano hoje em dia é um daqueles grandes e lucrativos negócios, onde as grandes equipas (Primeiro de Agosto e Petro de Luanda) podem dar-se ao luxo de contratar jogadores estrangeiros pagos a peso de ouro para a realidade nacional e esperarem com isso obter avultados resultados desportivos, económicos e financeiros e darem maior visibilidade do seu produto, como as várias SAD o fazem na Europa?

A proliferação de jogadores estrangeiros no campeonato nacional de basquetebol deve ser motivo de preocupação para os amantes da modalidade em particular e do desporto nacional em geral, porque diminuirá de certeza absoluta o “PNB” (Produto Nacional Bruto) basquetebolístico e consequentemente a nossa queda no ranking africano e mundial em termos nacionais.

O grande contra-senso, relativamente aquilo que está a acontecer com a contratação dos jogadores estrangeiros por parte dos gigantes do basquetebol nacional, é que o ranking dos clubes a nível de África irá aumentar, em detrimento do combinado nacional que tendo jogadores estrangeiros a actuar, disporá de menos nacionais com hipóteses de evoluírem nesses clubes, aniquilando assim a evolução dos jovens jogadores.

Quem financia o desporto nacional é o estado angolano e os clubes como o Primeiro de Agosto e o Petro de Luanda, “sobrevivem” essencialmente do orçamento geral de estado, sendo que o negócio basquetebolístico não rende o suficiente para os mesmos se considerarem auto-suficientes, logo em matéria de politica desportiva o estado está a pecar por apostar no “PNB” basquetebolístico estrangeiro em detrimento do seu.

Nós vivemos num país “sui generis”, até há algum tempo atrás, e mesmo agora, o desporto é considerado um mero entretenimento, um mero espectáculo, algo que se faz ou a que se assiste nos tempos livres, ao fim-de-semana. Apesar de terem surgido algumas empresas vocacionadas para o “showbiz” desportivo, o desporto ainda não gera lucros e é em grande percentagem suportado pelos dinheiros dos contribuintes.

Logo há que se olhar para o aspecto social da questão, que seria na minha modesta opinião, ajudar no desenvolvimento dos jovens angolanos e no incremento da prática desportiva. Gastar dinheiro do povo para dar ao estrangeiro, não me parece muito racional. Mas entretanto se os clubes gerassem fundos, ai sim, cada um saberia o que fazer com a sua “bufunfa” e utilizaria todos os métodos de gestão possível para a multiplicar.

O sucesso de qualquer operação financeiro-basquetebolística passa, no entanto, pelo rigor da gestão e pela racionalização dos métodos. Os dirigentes desportivos são, na generalidade dos casos, os mesmos de há muitos anos. Os mesmos, com o mesmo modelo de gestão. É preciso que nos adaptemos aos factos, mas acima de tudo temos que nos angolanizar.

Os dois maiores clubes que acima citei, fornecem cada cerca de 50% do efectivo que domina o basquetebol africano a nível de selecções, os dois dominam os campeonatos africanos de clubes mesmo com jogadores nacionais, logo, porquê “estrangeirar” o campeonato nacional?

Para concluir, penitencio-me perante a plateia caso tenha ferido alguma sensibilidade. Com a escrita fui paulatinamente aprendendo que a nossa sociedade não está ainda preparada para as criticas, mesmo que sejam construtivas e debatíveis, mas se não lavarmos a roupa entre nós, quem virá lavar?